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Alan Victor: da Bahia para o mundo

Ele nasceu em Salvador, montou estúdio de tatuagem em Vilas do Atlântico, no município vizinho de Lauro de Freitas, e é um cidadão do mundo. Alan Victor tem apenas 28 anos, mas acumula experiência profissional desde os 17 e já conheceu megalópoles como Londres, Paris e Nova Iorque. Desafio é com ele mesmo. Este craque da tattoo, parceiro do time Amazon, circulou pelo mundo em tão pouco tempo graças ao seu trabalho.

Alan chegou a cursar Artes Plásticas na Ufba, mas foi no Studio INK 90, onde ele transita por todos os estilos, que seu talento despontou. Feliz e orgulhoso, ele conta que muitas pessoas chegam lá como clientes e saem como amigas. Nesta entrevista ao blog Tudo Sobre Tatuagem, Alan Victor fala sobre a própria trajetória, os eventos mundiais e as influências. Confira e inspire-se.

 

Como começou sua história com a tatuagem? 

Sempre desenhei desde criança. Pintava quadros com tinta acrílica e tinta óleo. Fiz minha primeira tatuagem com 15 anos e me apaixonei pela arte. Comecei a tatuar com 17 anos, mas por algumas dificuldades, parei e retornei aos 19. Desde então, não abandonei a arte e nem pretendo. 

 

Conte como foi sua experiência ao participar de eventos internacionais.

Foi muito interessante, acrescentou bastante na minha arte. Tive o privilégio de tatuar no meio de grandes artistas do mundo da tattoo, como Filip Leu, Luke Atkinson, Ichibay, Nikko Hurtado, Paul Booth, entre outros. A primeira convenção de tatuagem internacional da qual participei foi a da Argentina (Tattoo Show), em 2011, se não me engano. Em seguida, Milão (Milano Tattoo Convention), a convite do amigo Lauro Paolini, em 2012, e New York (New York Empire State Tattoo Expo), em 2013. Visitei a Convenção de Londres em 2013, 2014 e 2018. E também o Mondial du Tatouage, em Paris, em 2015 e 2017. 

 

Quais as principais tendências da tatuagem para 2019?

Na minha opinião, tatuagem, como arte, não tem tendência. Artista e cliente fazem o que acreditam, e isso faz com que cada arte seja única. 

 

Você cursou Artes Plásticas na Ufba. O que a academia acrescentou à sua arte?

Entrei na Faculdade de Belas Artes em 2010. O curso acrescentou em muitos aspectos do meu trabalho, mas não pude concluir devido ao tempo que a rotina com a tatuagem consumiu. 

 

Você trabalha com oriental, realismo, aquarela… Há algum estilo que o defina melhor ou que você prefira?

Trabalho com todo estilo de tatuagem, desde uma escrita simples ao oriental. Me identifico mais com tatuagens orientais, pois gosto da história e da cultura por trás delas, a forma como encaixam perfeitamente no corpo e a durabilidade delas. 

 

Quais foram as suas maiores influências na tatuagem?

A minha primeira influência foi o tatuador brasileiro Daniel Novais. Depois, vieram Junior Goussain, Mauricio Teodoro, Filip Leu, Luke Atkinson, Ichibay e Shige. 

 

Qual foi a sua primeira tatuagem? E hoje, você tem quantas?

Fiz uma escrita nas costas, aos 15 anos. Hoje, contabilizando um braço fechado, tattoos na barriga, coxas e panturrilha, devo ter umas 15.  

 

Que dicas você daria à pessoa que pensa em fazer a primeira tattoo?

Busque sempre o melhor profissional, procure saber o que ele usa, pesquise fotos de seus trabalhos, converse com o tatuador para que ele te auxilie com clareza, pergunte como ele trabalha e observe tudo o que ele faz antes de lhe tatuar: se os materiais são descartáveis, se está tudo bem limpo na mesa, se o profissional embala todos os materiais que vai utilizar na sua tatuagem. E não esqueça de um dos critérios mais importantes: se o desenho é exclusivo para você.

 

Que critérios você usa na escolha do material de trabalho, sobretudo em relação às tintas?

Busco sempre usar o melhor material possível nas tatuagens e nos meus desenhos. Em relação às tintas, procuro usar as que têm melhor aplicação e durabilidade na pele. Observo sempre como ela cicatriza, após contato com o sol. 

 

Conte algum caso interessante ou curioso que tenha ocorrido no seu estúdio.

São dez anos no dia a dia do estúdio. Então, por aqui, já passaram grandes figuras e histórias, não saberia escolher apenas uma. Mas, para mim, o que fica de todas elas são as pessoas que chegam como clientes e saem como amigas. 

One thought on “Alan Victor: da Bahia para o mundo”
  1. Alana Lemos - Responder

    Parabenssss meu irmao.. vc eh topppp dmaissss !! Ki Deus abencoe e vc continue sendo esse profissional q vc eh.. e essa pessoa maravilhosa tbm.. te amoooo!! #AlanEhTop hahaha

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