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Emílio Tattoo: 20 anos de tatuagem e de histórias

Emílio Cerchiari de Oliveira não é mais nenhum novato na arte de tatuar a pele. Ele nasceu na capital paulista, tem 40 anos e passou a metade da vida se aprimorando em criar arte na pele das pessoas. Conhecido como Emílio Tattoo, ele atualmente pode ser encontrado em seu estúdio, na Rua Clelia, no bairro da Vila Romana, na capital paulista.

Formado em fotografia, utilizou as técnicas de sensibilidade com luz e sombra aprendidas no curso para aprimorar sua arte de tatuar. Apesar de ser bem conhecido pelos seus trabalhos com o realismo preto e cinza, Emílio Tattoo conta que gosta mesmo é de misturar o realismo com outros estilos, como a ilustração e a arte urbana. Para o tatuador, a evolução do seu trabalho está ligada a essa mistura de estilos.

 

Você prefere trabalhar com o Realismo Preto e Cinza. O que mais te atrai neste estilo? Cite alguns tatuadores que o influenciaram.

Eu trabalho com preto e cinza, mas com cores também. Gosto de misturar estilos e busco me aprimorar na fusão de técnicas. Tenho minhas inspirações em tatuadores como @Timur_lysenco, @in_tattoo, @nikkohurtado.

 

Além do Realismo Preto e Cinza, há algum outro estilo com o qual se identifique? Por quê?

Em meu trabalho procuro misturar realismo com ilustração, arte urbana e outros estilos. Sempre procurei buscar diferentes técnicas, gosto também de oriental e new school. Não foco apenas em um estilo, pois acho que a evolução do meu trabalho depende dessa mistura dos estilos.

 

Como começou sua história com a tatuagem?

Fui aquele aluno na escola que mais desenhava do que estudava. A tatuagem me despertou para estudar esta arte. Eu me formei em fotografia, mas nunca exerci a profissão de fotógrafo. Porém estudar fotografia me ajudou bastante na sensibilidade com luz e sombra, mas foi na profissão de tatuador que mais me dediquei.

 

Você já participou de eventos internacionais de tatuagem? Conte um pouco da sua experiência no exterior.

Eu participei recentemente da convenção de Las Vegas. Foi bacana porque pude estudar em seminários que me ajudaram muito na compreensão de algumas técnicas. A experiência de tatuar ao lado de grandes artistas e mandar a arte para fora do país foi muito gratificante.

 

Qual foi a sua primeira tatuagem, com que idade foi feita e o que ela representou para você? E, atualmente, quantas artes você tem no corpo? Há alguma mais especial?

A primeira foi quando eu tinha 18 anos, na perna e foi uma sereia. De lá para cá, eu fiz trabalhos com diversos artistas, o melhor workshop que existe é fazer um trabalho com o tatuador que possui uma técnica que você admira.

 

Para quem está pensando em investir na primeira tattoo, mas ainda fica preocupado com o possível preconceito da sociedade, qual conselho você daria?

Procuro definir uma arte que seja realmente algo que o cliente gostou, e que eu tenha certeza que vá ficar bom. Não é somente o significado, mas a estética e a composição que essa tattoo vai ter quando se encaixar ao corpo. Assim fica mais fácil para o cliente superar qualquer tipo de preconceito. A tattoo fará parte do corpo e da vida dele.

 

No estúdio, devem sobrar histórias curiosas, interessantes e emocionantes. Conte uma das mais marcantes na sua experiência profissional.

Recentemente, eu fechei o braço de uma cliente que passou por uma cirurgia de retirada de mama. Ela suportou 9 horas seguidas de tatuagem, sem esboçar nenhum tipo de dor ou incômodo. Ela tatuou uma leoa e sua força me chamou muito a atenção. A tatuagem que traz uma superação de vida tem uma energia muito forte.

 

Quais as principais tendências da tatuagem para 2019?

O estilo preto e cinza. O realismo está bastante em alta, mas acredito que trabalhos contemporâneos onde o desenho é criado junto com a história do cliente estão crescendo muito.

 

Quais são os maiores desafios da sua profissão?

Hoje o maior desafio está sendo administrar um espaço e ter o tempo necessário para estudar. Afinal, a evolução tem que ser constante.

 

Cada vez mais, a tatuagem ganha espaço e os estúdios se multiplicam no país. Que conselhos você gostaria de dar ao tatuador iniciante?

Não deixar de lado os estudos, se preocupar em evoluir e se aprimorar sempre. A parte financeira é fruto da dedicação e não de boas fotos em redes sociais.

2 thoughts on “Emílio Tattoo: 20 anos de tatuagem e de histórias”
  1. Wagão - Responder

    Nenhuma pergunta. só elogio e gratidão. entrei na fila de um dos primeiros a ser tatuado . A 17 anos atrás. sem arrependimento. Aliás, querendo outra.
    Valeu Emilião. Você é sensacional com pessoal e como profissional.

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